Baseado no artigo “What Babies Can Teach Us” publicado no site The Book of life em http://www.thebookoflife.org/what-babies-can-teach-us/. Uma bem-vinda sugestão da Sarah que achei interessante resenhar para quem lê português.

De fato, os pais sempre pensam que a princípio são eles que ensinam, mas como o processo de aprendizagem, entre outras coisas, é algo caótico e certamente é uma via de mão dupla o artigo mostra algumas coisas muito interessantes que aprendemos a partir da experiência e envolvimento que temos com a vida de nossos filhos.

1. Somos todos dependentes: Ninguém gosta de se lembrar desse aspecto, todo mundo adora falar de autonomia e independência. Mas ao cuidar de uma criança percebemos como só chegamos aqui porque alguém nos deu uma imensa dose de carinho e atenção. Citando um outro artigo sobre o mesmo assunto que publiquei tempos atrás “bebês se desenvolvem sob amor carinhoso“. O que, como observado no blog do Nerdpai, significa que ter filhos é bom, mas dá muito trabalho.

2. O que é amor incondicional: Como adultos aprendemos a amar aqueles que achamos interessantes, pelo que eles podem fazer por nós e etc. Enquanto os filhos, especialmente no início, não tem muito a dizer e dormem a maior parte do tempo.

3. As pessoas frequentemente estão cansadas ou assustadas, elas não são necessariamente más: Bebês não tem outro modo de se expressar que não seja o choro e mesmo crianças jovens ainda não conseguem elaborar o que sentem para lidar melhor com o que as incomoda. Pensemos: quanta gente que consideramos ruim no fundo não estaria simplesmente exausta, perdida ou apenas assustada?

4. Nós temos mais em comum do que pensamos: Todos fomos bebês em algum momento. O rico o pobre, o empresário de sucesso, o fracassado. Começamos mais ou menos do mesmo jeito e apesar de todas as diferenças que vieram depois temos algo em comum. O que pode permitir que nos identifiquemos e tenhamos compaixão.

5. Ninguém e tão assustador: Os outros podem parecer impressionantes ou intimidadores. Mas, como observado no item anterior, em algum momento eles também foram pequenos, frágeis e incapazes.

6. Existe esperança: O mundo pode parecer cada dia mais repleto de ganância e violência. Mas bebês não se importam com o melhor carro ou a pessoa que tem mais status. Eles se importam com aquelas coisas essenciais, como comida, cuidado, carinho. Eles são exemplos e mensageiros de uma utopia, de que podemos focar no que realmente importa.

7. Eles são artistas: Eles reduzem um pouco do nosso desencanto e tédio porque são entretidos por coisas aparentemente menores, mas importantes. Como os grandes artistas, eles nos fazem olhar com curiosidade renovada para coisas que se tornaram cotidianas. Bolhas, o brilho do sol, o movimento do leite em uma caneca. Eles renovam o nosso entusiasmo por esses detalhes.

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