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E mais uma vez levei o jogo para o Jardim Botânico, no caso como parte das comemorações da semana do cerrado. Fizemos uma oficina de jogos em conjunto com a Orgutal. Fizemos uma oficina de jogos de tabuleiro na biblioteca do Jardim.

Apesar de ser um local um pouco mais afastado que da outra vez a biblioteca tinha uma infraestrutura melhor para atividades educacionais, o que também acabou servindo para “qualificar” o público participante. Isso somado ao trabalho de comunicação interna feito pela equipe do Jardim atraiu um público mais interessado em meio ambiente e disposto a atividades como as que estávamos oferecendo, como famílias com crianças.

A experiência por lá serviu para treinar os estagiários do parque no meu jogo e em conhecimentos sobre cerrado. O que me permitiu ver como as pessoas jogam sem a minha interferência como facilitador. Também foi legal ver a variedade de jogos com temática ambiental trazida pelo pessoal da Orgutal. Um dos momento interessante foi ver uma família envolvida pelo jogo Pássaros, produzido pela empresa brasileira Ceilikan. O início foi visto com enfado pela filha adolescente, mas bastou algum tempo com um filho curioso e um pai saudavelmente competitivo e logo a família inteira estava envolvida no jogo, até a avó estava concentrada no jogo. O ambiente de jogo funcionou como um campo comum onde todos eram iniciantes e podiam interagir em família de forma mais igual, afinal nunca nenhum deles tinha jogado antes. Esse  potencial de socialização em família é bem comum em famílias européias por exemplo e tem um interessante efeito de socialização que geralmente é ignorado por matérias jornalísticas cool que tentam mostrar jogos de tabuleiro como mais uma esquisitice nerd ou oportunidade de negócio. Por isso eu acredito que o melhor jogo de se entender jogos é jogando.

Ao mesmo tempo a oportunidade serviu para me comprovar que agora é hora de mudar minha abordagem. Meu tempo de atuar como facilitador observando in loco as reações de jogadores está no fim, já tenho os dados que preciso. E olha que eu adoro ver o aprendizado acontecendo na minha frente. Mas agora o meu desafio é trabalhar com multiplicadores, tenho de fazer o jogo ir além de mim.

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