Li uma pesquisa que me levou a mais uma das dezenas de reflexões que pais devem fazer de vez em quando. Uma pesquisa citada no NYTimes relata alguns fatos interessantes sobre a adolescência. Muitos dos pré-adolescentes que eram populares, a “galera bacana” aos 12 ou 13 anos que fazia coisas diferentes, andava com gente mais velha e era motivo de admiração e inveja de outros jovens acaba se perdendo nos anos seguintes. Sim, isso bate fundo naqueles que conseguem se imaginar em naqueles filmes americanos sobre escola.

Segundo a pesquisa muitos dos chamam a atenção conseguem isso justamente porque se esforçam para chamar a atenção. Eles se arriscam, parecem mais maduros que a média mas sua popularidade simplesmente desaba enquanto os anos passam. Muitos acabam caindo no alcoolismo, vicio em drogas, crimes etc. Em vários casos seu rápido crescimento estaciona depois de algum tempo.

O Sr. Brown da Universidade de Winsconsin-Madison descreve isso como um comportamento “Pseudomaduro”, uma explicação mais aprofundada do conceito pode ser encontrada aqui. Uma das hipóteses é que na busca de status social esses adolescentes perdem uma parte crítica do processo de amadurecimento. E essa conta acaba sendo cobrada no futuro. Imagino que isso descreve bem porque tantas crianças celebridades simplesmente caem na decadência ou se tornam adultos problemáticos com o passar dos anos.

A busca e manutenção de status social seria um fardo pesado para o qual eles simplesmente não estão emocionalmente capacitados para lidar. Além de ser um objetivo de vida tão desumano quanto idiota, mas essa é outra história e algo mais complexo que não vem ao caso. Assim, muitos acabam gravitando em torno de alguém mais velho. E que adolescente gosta de andar com alguém 3 ou 4 anos mais novo, justamente os mais problemáticos. O que cria um círculo vicioso.

Obviamente o estudo não é determinístico, nem todo o adolescente popular vai se tornar um perdedor nos anos seguintes, mas esse pode ser um sinal de alerta importante a ser considerado. É importante que pais não tentem queimar etapas com os filhos ou incentivar eles a assumir uma maturidade de fachada onde roupas de adulto importam mais que tomada de decisões, solução de problemas e noção de consequência. Mais vale uma criança com fantasia de batman que sabe o que é fracasso do que um minime de descolado que está sendo amamentado com leite moça até os 12 anos de idade.

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