Na internet brasileira e seu mar de textos e comentários sobre a dor de cotovelo do Brasil não ser um país anglo-saxão, o que o manteria eternamente deitado em berço não-tão-esplêndido, encontrei um texto que, para mim, significou uma pequena e agradável ilha. O autor argumenta que a frase-feita “O Brasileiro não lê” está cada dia mais errada. Seu argumento está baseado no número de publicações vendidas que, apesar de ainda ser baixo está aumentando a cada ano.

Outros indicadores que eu poderia juntar ao argumento dele é o uso de internet. O uso da internet vêm se expandido ao longo dos anos. Os brasileiros já formam uma das maiores comunidades da rede social do momento, o facebook. E, apesar dos vídeos e músicas a internet é um meio essencialmente para ser lido. São textos curtos, muitas vezes ruins e as argumentações são piores ainda. Mas ainda assim significa que as pessoas estão lendo e escrevendo.

Vejo isso no meu trabalho com a galera dos serviços gerais. Um dos caras da faxina está na universidade, conheci um eletricista estudando direito e o povo da lanchonete fazendo curso noturno de boas práticas na cozinha. Essa galera toda está lendo.

Fico feliz em ver novos escritores brasileiros chegando às livrarias. Acho que o gênero de ficção e fantasia está em expansão com autores brasileiros, o que seria impensável décadas atrás. E quem é capaz de ler por diversão certamente será capaz de ler a sério.

Obviamente ainda temos muita estrada pela frente, mas até mesmo a série histórica do PISA mostra que o brasileiro é um povo que lê cada dia mais e fico feliz em saber que o mercado editorial está refletindo isso. Acho que o essencial é ver que a tendência é de avanço, mesmo que isso ainda leve décadas para chegar ao ponto ideal o importante é que essa caminhada já começou.

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