A idéia pode soar absurda, mas segundo o artigo de Katrina Scharwtz a idéia faz todo o sentido. O ato de ensinar requer uma boa dose de carisma e habilidade para manter o aluno interessado. De certa forma o trabalho de professor demanda uma habilidade muito semelhante com a dos atores no palco. O que talvez explique porque alguns professores conseguem se destacar tanto, sendo praticamente idolatrados pelos alunos. Exceções numa profissão há tempos menosprezada pela maioria. Provavelmente todo mundo consegue se lembrar de algum professor marcante pelas piadas ou personagens que fazia durante a aula. Alguns dos melhores professores que já tive eram bons justamente porque além de dominar o conteúdo eram capazes de transformar a lousa num palco.

E aí batemos novamente num dos problemas da formação de professores. Ao contrário do que muitos pensam habilidade de atuar não é obrigatoriamente um dom, algo que se nasce com ou nunca se obtém. Atuar, assim como tocar música, cantar ou desenhar, são habilidades que podem ser desenvolvidas e melhoradas através de estudo e prática constante. Mas cursos de didática geralmente se focam mais na memorização e enumeração de técnicas de ensino do que necessariamente na prática da atividade em si. Nesse aspecto a prática de teatro poderia ser um estudo essencial para o professor de sala de aula e um multiplicador de força na capacidade de ensino.

O idéia inclusive ressalta as vantagens que o ensino de artes pode oferecer e são frequentemente ignoradas. Existem diversos profissionais que atuam e poderiam se beneficiar da prática teatral. Além dos professores poderíamos incluir os vendedores, recepcionistas, policiais, relações públicas e certamente outros profissionais. Certamente o atendimento em geral no Brasil melhoraria muito se o ensino de teatro fosse uma prática comum. Só na indústria de turismo, um latifúndio pouco explorado no caso brasileiro, os ganhos seriam imensos.

 

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