Uma das coisas que gosto no meu trabalho é que de tempos em tempos surgem temas muito legais para trabalhar. O mais recente é a popularização da ciência, que segundo a ABMC pode ser definido como: “um processo que vise promover a exploração ativa, o envolvimento pessoal, a curiosidade, o uso dos sentidos e o esforço intelectual na formulação de questões e na busca de soluções; que objetive oferecer respostas, mas, sobretudo gerar a indagação e o interesse pela ciência.” Enfim, algo legal para qualquer interessado em inovação e educação como eu.

Assim, depois de algumas conversas com o pessoal da Abrace e o Hospital da Criança de Brasília, participamos do aniversário de 1 ano do hospital com uma série de atividades:  A Dra. Araci Alonso fez uma palestra para as crianças, pais, funcionários do hospital e membros da Abrace, mostrando a importância da conservação do Bioma Cerrado por ser o berço das águas do Brasil, o solo e sua importância na produção de alimentos, os serviços ambientais prestados pela fauna, como polinizadores e dispersores, ou seja jardineiros da floresta e a flora, como fornecedora de alimentos e protetora dos solos, rios e nascentes. E também sobre as  comunidades tradicionais do cerrado e todos nós como pessoas que vivem no Bioma. Em seguida abordamos a importância da Embrapa tanto para na pesquisa agropecuária como na sustentabilidade desse Bioma. Depois auxiliamos as crianças a plantar mudas na área externa do hospital.  Ao final  fiz uma sessão do jogo de educação ambiental “Desafio no Cerrado” na brinquedoteca do hospital com as crianças que estavam no hospital. Onde eles puderam observar elementos do cerrado apresentados na palestra dentro da experiência do jogo.

Eu e o pessoal plantando mudas. foto: Hospital da Criança/Abrace

Por um lado foi mais uma oportunidade para desenvolver minha doutrina de uso de jogos para aprendizagem. Nesse aspecto foi um ótimo teste de stress para a aplicação do jogo. O jogo foi planejado para crianças mais velhas, então tive de me adaptar a essa situação e ainda assim tudo correu bem. Só tive de ser um facilitar mais ativo que usual.

Mas para mim foi, principalmente, um trabalho de articulação muito legal entre duas instituições e uma forma de popularizar a ciência, o Cerrado e,  por algum tempo, fazer com que crianças fossem mais crianças que pacientes dentro de um hospital.

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