fonte: demotivationalposters.org

Um dia desses li uma ótima matéria sugerida pelo meu irmão. A matéria descreve um caso quase didático do que não se deve fazer em termos de gerenciamento de pessoas. Descrevendo, entre outras coisas, o estrago que pode ser provocado por um sistema de avaliação falho. Pelo título o foco poderia ser o Brasil de anos 80 e 90, mas o objeto aqui é uma empresa que já foi a top das top da TI nos anos 90 e caiu na mediocridade depois disso. Sim, estamos falando da Microsoft.

Como uma empresa que já foi uma das grandes inovadoras numa área faminta por novidades como o mercado de TI conseguiu perder o bonde dessa forma? De acordo com a opinião de vários funcionários e ex-funcionários da empresa houveram várias decisões corporativas ruins ao longo dos anos. Desde apego aos produtos já consolidados, como o windows e office, como a falta de disposição em arriscar em áreas novas. Mas um ponto em comum na grande maioria das entrevistas foi que um dos maiores responsáveis por essa queda foi um sistema de avaliação da desempenho. Denominado stack ranking o sistema obrigava que todas as unidades da empresa deveriam ranquear o desempenho de seus funcionários sempre dividindo os funcionários entre bom, médio e ruim e que todas as categorias deviam se preenchidas. Assim, não importa como seja o desempenho da equipe alguém tinha obrigatóriamente ser avaliado como ruim. O resultado foi um nível altíssimo de competição interna que fez com que seus empregados passassem mais tempo competindo contra seus colegas do que contra outras empresas.

Um dos efeitos é que uma companhia que devia ser afeita a inovação tornou-se um mamute burocrático. Um lugar onde iniciativas inovadoras podiam ser mortas em seu nascedouro justamente para manter as coisas como são. Afinal, com um sistema de ranqueamento desses o funcionário está mais preocupado em garantir que o colega não se dê bem e assim salvar seu próprio emprego. Independente da idéia ser genial ou não, o foco simplesmente é perdido. Esse talvez seja um dos aspectos mais insidiosos do sistema, o funcionário passa mais tempo preocupado com as picuinhas internas que seu trabalho real, ficando mais tempo preocupado em parecer bom para sistema de avaliação do que realmente ser bom. Tanto que um caminho adotado por diversos profissionais competentes acabou sendo… a rua.

Assim, uma empresa que já foi líder em inovação tornou-se apenas mais um na multidão. Em tempos de desenvolvimento de uma nova metodologia de avaliação de desempenho observar o case microsoft é importantíssimo. Principalmente se você trabalhar num lugar cujo o foco é PD&I, independente do seu objeto de estudo: tecnologia de informação, pesquisa agropecuária ou qualquer outra coisa.

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