José Pastore publicou um artigo sobre um interessante evento que passou quase batido pela mídia brasileira. O World Skills é um concurso sem o glamour das Olimpíadas ou Panamericano, mas gira em torno das habilidades que garantem a vida que temos hoje em dia. Me parece uma triste ironia que esse evento não tenham nem 1% da divulgação dos esportes. O que talvez seja um reflexo do desprezo disfarçado pelas habilidades que “sujam as mãos”.

Mas o que realmente importa é que essa foi uma Olímpiada que o Brasil foi muito bem, com várias medalhas de ouro e prata. Nos batemos com os japoneses em Mecatrônica e os superamos no CAD. Para a alegria do Deisnger que ainda existe em mim, ainda fomos bem em Webdesign e Design Gráfico. Não ganhamos a maioria, mas 12 medalhas já é um resultado expressivo. Para comparar não vi nenhum menção a Chile ou Argentina, países da América Latina com sistemas educacionais de qualidade reconhecida. Considero que esse campeonato é principalmente uma mostra que apesar dos nossos problemas educacionais o Brasileiro não está geneticamente condenado a ser burro ou a incompetência é uma característica natural deste povo.

Mais importante, observar os vencedores e entender o que os levou a desenvolver tão bem suas habilidades é essencial para que estes casos se multipliquem. Como uma técnica de nucleamento talvez seja possível que a partir desses caras, e das possíveis ilhas de excelência onde se formaram, possamos melhorar a qualificação de nossa força de trabalho com um todo.

O seu sucesso também tem outra função intangível. Inspirar tantos outros que ainda são estudantes, mostrando que o difícil não significa impossível. Nesse aspecto é quase uma tragédia que a notícia não seja mais divulgada, é mais uma oportunidade que perdemos.

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