Semana passada mostrei a proposta do jogo para a Fundação. Como a melhor forma de explicar um jogo é fazendo as pessoas jogar eu fiz uma sessão rápida com eles, mais um tutorial interativo que uma sessão de jogo em si. A proposta foi considerada um tanto complexa para estudantes e houveram alguns questionamentos.. Portanto foi proposta uma sessão de jogo com estudantes reais, que foi o que aconteceu hoje.

Apesar de já ter uma versão “estável” do protótipo o teste com o público é algo que estava me deixando um tanto ansioso. Mas felizmente a sessão ocorreu mais ou menos como eu esperava, na verdade posso dizer que foi até um pouco melhor. Após as explicações iniciais eles pareciam tão inseguros sobre as regras como eu poderia temer, mas rapidamente entenderam as regras e começaram a regular o jogo independente de mim. Eu consegui me segurar para não interferir demais, na verdade tive de segurar o professor deles para que ele não interferisse demais, e o resultado foi ótimo. Logo eles estavam tomando suas decisões e os pedidos de sugestão para mim foi bem menor do que os adultos me pediam informação. O aspecto bonito da coisa é ver que o processo de aprendizado acontecendo, apesar da competição. Sem perceber eles se tornaram uma comunidade de aprendizagem e estavam regulando a aplicação das regras e até mesmo ajudando os colegas/competidores.

Ao final o pessoal da fundação fez uma série de perguntas. Eles foram bem criteriosos e questionaram o grau de dificuldade que os alunos tiveram para aprender o jogo, se eles entenderam o que deveriam fazer, se repetiriam a experiência e se seriam capazes de explicar o jogo para outras pessoas sem a minha participação. E as respostas forma ótimas,  melhores até que o pessoal da fundação esperava, eles achavam e eu temia que os alunos não conseguissem jogar ou o considerassem muito difícil. No final confirmei a impressão que tinha de que alunos são mais espertos e flexíveis que os educadores acreditam e a idéia de Gee que no jogo, ao contrário das tarefas escolares, os estudantes estão procurando dificuldade e não facilidade.

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