Meu envolvimento com educação ambiental nos últimos tempos somado ‘a curiosidade natural que todos temos com temas relacionados a local em que vivemos e salpicado por um certo gosto por ficção apocalíptica me levaram a assistir a peça Bem Perto do Fim.

A peça narra as desventuras dos 4 últimos habitantes de Brasília em um mundo devastado por catástrofes variadas. Entre lembranças da vida pregressa, quando ainda havia uma, e a esperança que termina essa é uma história sem heróis que orbita entre a negação e resignação. Há alguns toques de humor que beiram o tragicômico e dão um bom verniz para não tornar a peça deprimente. Ter habilidade de cutucar sem transformar a peça numa deprê ou num “soco no estômago”,como alguns  gostam de dizer, demanda mais sutileza e habilidade que os polemistas de plantão gostam de admitir.  Algo que foi bem feito ao longo da história. Me lembrou The Road  o suficiente para considerar que o autor leu ou viu o filme.

Meu senão foi quanto a iluminação, uma terra sob um “cruel céu de cobre” (eu gostei dessa frase) devia ter sido apresentada sob tons de vermelho bem mais opressivos. Mas foi uma boa história, com algumas conversões para gente mais jovem eu indicaria para estudantes, pode ser uma boa aplicação para educação ambiental.

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