Como jogos educativos formam um tema para lá de universal um de meus tópicos é a educação ambiental. O termo foi cunhado na Universidade de Keele no Reino Unido nos anos 60 e está ligado ao estudo e conscientização de sobre os recursos naturais e o desenvolvimento sustentável, esse último um item mais recente. A EE surgiu seguindo o Clean Act Air definido pelo parlamento britânico ainda em 56 e mostram a preocupação dos súditos da rainha com a questão ambiental .

Porém, o interessante foi ver os fatos que levaram a esse interesse britânico. Gosto muito da galera de lá, mas são um povo pragmático e sendo um povo antigo têm uma visão de longo prazo e das consequências de suas próprias bobagens que faria maravilhas na terra brasilis. Bem, como a revolução industrial foi uma dádiva vitoriana os seus efeitos, bons e ruins foram primeiramente sentidos nas ilhas britânicas, entre esses o inchaço populacional das cidades e a tal da poluição. O Tâmisa, por exemplo, foi um dos primeiros rios a “morrer” e também um dos primeiros a ser recuperado. Mas antigamente a poluição era considerada um mal do progresso e por alguns brasileiros de triste memória poderia ser até considerado como um sinal de “progresso”.

No caso dos britânicos, assim como qualquer outro grupo humano, certas lições só são aprendidas da pior maneira: quando algo dá muito errado e resulta em muita gente morta para indignar a sociedade e esta se sentir obrigada a fazer alguma coisa. Então pode se dizer que o ponto de inflexão deles veio com o Great Smog de 1952, um acúmulo de poluição sobre Londres tão forte que reduziu a visibilidade a um ponto que o dia virou noite e até dirigir tornou-se impossível durantealguns dias a acredita-se que matou algo em torno de 4.000 pessoas na época, mas pesquisas posteriores estimam o número de mortos em 12.000 devido a problemas respiratórios. E esse não foi o primeiro, casos semelhantes já haviam ocorrido em St. Lois e Donora nos EUA.Os casos mostraram a gravidade que a questão da poluição estava alcançando e deram força ao movimento ambientalista que havia surgido nos EUA e as discussões sobre o assunto que se espalhavam pelo mundo.

Como no Brasil estamos enfrentando uma crescente de desastres naturais, em grande parte resultantes de ocupação habitacional desordenada e falta de procedimentos para lidar com desastres, espero que as coisas sigam um caminho parecido com o britânico e consigamos aprender a lidar com esses casos de forma melhor.

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