Engraçado pensar que meu último dia em Southampton seria muito menos sentido do que eu poderia imaginar. Por um lado poderia dizer que era porque haviam vários pequenos detalhes a resolver e estava muito ocupado para sentir o último dia. Mas na verdade foi porque simplesmente estava já me despedindo desde de meados de setembro, pois foram várias festas de despedidas, mudanças e arranjos para outra fase de vida de um período para lá de divertido e estressante que tem sido os últimos 4 anos.

A viagem foi corrida com mais de 60kg de bagagem que voltou comigo e outros tantos que viraram doações, venda e lixo. Com direito a uma trabalhosa reengenharia de distribuição de malas em Heathrow para me adequar as exigências de peso e isso considerando que a TAM é generosa em termos de bagagem. A chegada em Guarulhos foi seguida por aquele caos de sacoleiros de grife se acotovelando no free shop e tornando a chegada um caos de carrinhos de bagagem de dar inveja ao trânsito romano. Depois disso tive uma rápida viagem até São José dos Campos e encontrei meus pais e a casa na serra. Depois de um ano voltar a tomar banho em chuveiros decentes e comer a levíssima gastronomia mineira está sendo um bálsamo. A casa é a minha meu refúgio toscano pessoal.

Agora o ciclo se fecha, cumpri meu último grande projeto do que acredito ser a primeira parte da minha vida adulta e este já é a semente para a próxima fase que promete me levar ainda mais longe. Fase esta que começa praticamente quebrado em termos de dinheiro e com muito, mas muito trabalho pela frente e isso deixa as coisas ainda mais interessantes.

O mais legal é que arranjei significados, razões para seguir em frente que vão levar anos para ser contruídas. Agora sou mais um dos muitos braços e cérebros envolvidos na construção de uma catedral que provavelmente não estarei vivo para ser pronta, na melhor das hipóteses verei uma imponente estrutura de construção e isso é muito legal.

Anúncios