Este post ia se chamar “Roma”, mas como foram diversas cidades num curto espaço de tempo, sendo mais específico 4 cidades em apenas 7 dias, eu fiquei na dúvida se este post devia se chamar “Toscana” mas acho que Itália ficou mais justo.

Primeiramente confirmamos a aquela impressão básica e clichê que todo mundo têm sobre a Itália, ela é uma zona, mesmo para os padrões de um brasileiro e desorganizado contumaz como eu. O aeroporto é zoneado e as propostas de táxi e  para sair dele deixariam qualquer perueiro ruborizado. Considerando o trânsito romano consigo entender porque a igreja católica se instalou por lá, afinal atravessar a rua em Roma já é um auto de fé. Pois só Deus mesmo para te fazer acreditar que vai chegar vivo na outra calçada. Seguindo na mesma linha das coisas celestiais o sorvete é realmente divino, um tentação da qual não me furtei mesmo gripado, o que resultou numa gripe saudável e perene entupindo meu nariz por toda a viagem.

Por outro lado, também foi a cidade onde comemos melhor onde meu lado historiador fez a festa imaginando a vida naqueles mesmos lugares na idade antiga, média e moderna. Visitar o vaticano foi outro programa interessante e minhas olimpíadas de catedrais voltaram a se embolar, ainda que mantenha minha preferência pela Sagrada Família por uma questão de estilo São Pedro é a matriz, em termos de grandiosidade imponência não há comparação. O que me lembrou deveras algumas cenas de Irmão Sol, Irmã Lua.

Florença foi outro lugar interessante, nunca havia visto uma extensão tão grande de pequenas ruas medievais, a capital dos Médici valeu a pena, dá uma boa perspectiva da riqueza e variedade dos estados italianos durante a renascença, eu iria de novo. Por outro lado, apesar de ter gostado de Pisa, senti algo de armadilha para turistas e uma cidade um tanto maltratata, ainda que o almoço perto da Universidade tenha sido muuito bom, literalmente sob o sol da Toscana.

Mas o último achado foi Lucca, uma cidade tão pequena quanto bonita, fiquei impressionado com seus imensos muros renascentistas e imaginado o que será que este local já deve ter visto. E também porque foi preciso transformar a cidade numa fortaleza tão poderosa. De qualquer forma a cidade é belíssima, cenário perfeito tanto para uma comédia romântica quanto um filme de capa e espada. Se eu fosse um rico aposentado acho que não seria infeliz morando lá por um tempo, me pareceu um bom local para um escritor escrever  um livro.

Agora depois do sol mediterrâneo já estou de volta ao confortável e nevoento outono inglês. Achei que estaria melancólico com a volta para o Brasil. Mas, muito pelo contrário, volto faminto pela terra brasilis, minha vida pede para continuar a andar e há muito por fazer, meus tempo por aqui está terminado.

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