Passado o estudo das teorias que descrevem o aprendizado entrei na parte do desenho do projeto, o que significa que agora estudo as teorias que prescrevem como induzir o aprendizado. E lá estava eu seguindo tranquilo acreditando no modelo de design instrucional que já estou familiarizado, porém a porca comecou a torcer o rabo na hora em que tentei fazer a ponte entre as teorias de aprendizado e o design instrucional. O problema é que quando o aprendizado que desejamos é dinâmico e construído já nãoo é tão simples aplicar as receitas, nesse caso o estudante esta construindo seu conhecimento e seu aprendizado vem justamente de sua atividade e experiência. Behaviorismo e cognitivismo se acertam tao bem ao design instrucional porque são objetivos. O problema que o modo de ensino que eu tenho em mente está puxando para uma abordagem mais subjetiva da aprendizagem e essa não é tão estrutura nem os resultados e mensurações claros.

Apesar de todas as teorias terem suas vantagens e fraquezas, muitas vezes se combinam teorias para se usar seus pontos fortes para equilibrar com os fracos, vi que meu design teria de se apoiar em modelos menos prontinhos e seguros. Ate porque o construtivismo prega justamente uma aprendizagem mais aberta, de certa forma a própria teoria não é muito favorável a colocar o aprendizad formatado por modelos. Afinal aqui o estudante, o grupo e o contexto são vistos de uma forma muito mais personalizada.

A ironia foi ver como paradigmas ficaram mais arraigados na minha cabeça do que eu pensava, estava crente que as teorias eram igualmente objetivas e “modeláveis”, como se cada uma tivesse seu próprio tipo de ferramenta. No entanto minha percepção das diferencas ficou incomodamente mais clara.  Agora me vejo num terreno mais lodoso, seguindo um modelo muito mais baseado em princípios que regras, o que por um lado me dá mais liberdade para trabalhar e por outro menos seguranca sobre a direção que estou tomando.

O que me levou a concluir que no meu caso se eu já devia ver ensino não apenas como produto mas como processo agora eu preciso de ver meu projeto não como uma ferramenta mas um ambiente de aprendizado.

Tudo tem seu preço, ficar no design instrucional-padrão seria seguro, mas meu resultado seria mais limitado do que poderia ser. O que foi interessante, mais que ler agora eu tive a experiencia da real dificuldade de criar jogos, em primeira mão. Por outro lado meu caminho também se tornou até mais suave, pois vi que nao devo ser tao focado em medidas e estruturas como pensava antes. O problema e encaixar isso dentro da dissertacao.

É… essa historia de paradigma subjetivo ser mais facil e balela na hora que esta se encarando ele de frente.

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