Apesar da ótima experiência certas coisas mudam apenas de endereço, mesmo que essa mudança seja intercontinental. Tanto que me descubro insatisfeito com uma das matérias que fiz por aqui. Talvez seja pelo meu histórico com webdesign ou com ensino a distância, mas realmente acho que faltou ousadia em termos de uso de tecnologia. Numa das primeiras aulas foi defendido justamente a importância da imersão como necessária para se entender os potenciais e limitações de uma tecnologia. Portanto me surpreende termos aulas sobre tecnologia aplicadas a educação apenas com discurso falado, papéis e canetas. O discurso apesar de bem articulado não assumiu a prática.

Alguns podem dizer que é mais uma mostra da diferença entre a forma como gerações diferentes lidam com tecnologia, mas não acho que seja esse o caso. O digital divide do Prensky, a diferença entre nativos digitais x imigrantes digitais não é simplesmente uma barreira de gerações, mas o aspecto socio-economico pesa muito mais a meu ver. Tanto que meu curso de EaD na UnB foi muito mais ousado e bem alinhado em termos de uso de tecnologia.

Talvez meu incômodo seja porque me tornei capaz de abstrair as situações em que o acesso a sala de aula simplesmente não é possível. É fácil dizer, “tecnologia não substitui o encontro face-a-face”, pode até ser, mas e quando o encontro presencial é impossível, não se ensina? Joga-se os milhões de pessoas que não tem tempo ou estão muito distantes de uma escola no abismo?

Não, acho que é justamente para esses casos que a tecnologia é necessária. Nesse ponto acho a situação do curso “confortável demais”, um pouco mais de ousadia cairia deveras bem neste caso.

O que só me mostra como o Brasil está, apesar de seus próprios trancos e barrancos, estamos avançando bem em termos de Ead. A meu ver, indo além do que alguns tradicionais medalhões na área de ensino conseguem imaginar.

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