Esse é mais um post para lembrar que também há boas idéias no cenário brasileiro.

O primeiro vi numa reportagem do UOL, praticamente tropecei nela. Um simulador de bolsa desenvolvido pela Corretora Souza Barros como forma de ensinar o público como funciona a bolsa de valores.  O BOVAP ou Bolsa de Valores Políticos é um simulador gratuito que usa políticos, no caso os nossos prováveis presidenciáveis, no lugar das empresas. Além de ser uma forma inteligente de fazer propaganda é uma forma de criar novos clientes através da ensino e fazer um pequeno serviço público ensinando a pessoas a entender a bolsa de valores. Não deixa de ser uma forma de habilitar o cidadão comum a um novo tipo de cidadania econômica.  A idéia é aprendizado através da experiência, o jogador vê um pequeno tutorial, usa e aprende a partir  da reflexão acerca de sua experiência. O legal é que também é altamente interativo, pois o desenvolvimento do processo econômico depende totalmente do desempenho e percepções dos usuários. O que não deixa de ser um forma inusitada de colaboração. Mas como dizia Anatoli Rapport mesmo os jogos competitivos envolvem colaboração já que os competidores concordam em seguir as regras do jogo e podem confiar no desejo do adversário em vencer. É a diferença entre competição e guerra.

O outro exemplo é a publicação Jambocks – Prelúdio de uma guerra.  Uma versão em quadrinhos de boa qualidade sobre a aviação de patrulha brasileira durante a segunda guerra mundial. Pelo que entendi a primeira parte do envolvimento da então jovem Força Aérea Brasileira no conflito. Em minha opinião esse seria um ótimo material complementar para o ensino de história, além de um meio para despertar interesse sobre a participação brasileira no conflito e sobre história em si.

Enfim dois exemplos de idéias legais, com execuções ainda melhores, construções brasileiras com temáticas 100% nacionais. O que só reforça minha impressão de que o povo brasileiro não é melhor ou pior que qualquer outro, basta fazer acontecer.

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