Humanism: teaching and learning innovation

Na semana passada finalmente apresentei meu trabalho para nossa conferência sobre educação. Uma das unidades obrigatórias dentro do curso. Que, entre outras coisas, é composta por uma apresentação baseada no paper que entreguei em fevereiro. Entre outras coisas tivemos que inclusive organizar o evento em si. No qual obviamente me ofereci para fazer a logo e cia.

Meu título foi ‘Jogos e Simulações aplicados ao aprendizado e treinamento: entendendo para superar preconceitos’. Basicamente uma análise dos conceitos de jogos e simulações, que hoje em dia são um saco de gatos, demonstrando seu uso por grandes organizações, como as militares, de forma a clarear os conceitos e demonstrar como são uma ferramenta válida de aprendizado. E sem querer me contradizer com o texto anterior, podem ir além do Edutainment. Na verdade acho que jogos são um meio de motivar o aluno a aprender. E motivação é algo bem diferente de satisfação, afinal um dos pontos mais importantes dos jogos é justamente acertar os obstáculos e nível de dificuldade que o jogador vai enfrentar. É como a rapadura, mesmo que seja doce não vai ser mole como caramelo. Para profissões que envolvam criatividade creio que o Daniel Pink pode explicar melhor que eu como motivação funciona.

Uma das exigências da apresentação era que deveríamos fazer uso de uma mídia ou método inovador durante a apresentação. No caso entenda-se inovador considerando a experiência do palestrante.  Tudo bem que apresentar em outra língua para 100 pessoas poderia já ser considerado bem inovador. Mas os ingleses não são famosos por dar moleza dessa forma. Portanto meu método inovador foi… jogar. Escolhi o 12th september para ilustrar minha apresentação mostrando como modalidades interativas, métodos ativos, ou jogos e simulações mesmo podem funcionar como uma forma de expressar idéias e sustentar argumentos.  Consegui até encaixar aquele famoso dito do Paulo Freire sobre o professor como aquele que cria condições para que o aluno aprenda.

Pessoalmente observei um efeito engraçado de se estudar muito um tema é que você começa a perder noção e achar que todo mundo sabe o mesmo que você sobre o assunto.  Passei um bom tempo com a certeza que iria apenas destilar um monte de banalidades para o público e que os livros em que tinha me baseado eram referências óbvias. Tanto que me surpreendeu me perguntarem quais foram as minhas fontes. No final das contas, mesmo que meu estudo não tenha nenhuma novidade cumpriu a função essencial de me fazer construir uma base de conhecimento sobre o assunto. A qual vai ser muito útil na dissertação.

As fotos da conferência at all estão aqui.

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