Um ditado válido para a relação professor-aluno é “Quem não chora não mama” o que se torna ainda mais válido na pós-graduação onde as aulas deixam de ser a espinha dorsal do aprendizado e essa função na relação aluno-professor recai para a orientação. Que do ponto de vista do orientador, quando este é competente, segue um outro ditado: “Dê a vara de pescar e não o peixe”.

Neste ponto recebi uma belíssima vara de pescar na sessão de orientação de hoje. Meu tutor em tecnologias para aprendizagem me emprestou uma cópia de um dissertação de mestrado do ano passado. Nesta, o oficial do Exército Britânico Timothy Grey discorre sobre a incorporação de simulações no treinamento de infantaria através de jogos sérios. Para deixar claro, jogos sérios ou “serious games” é a proposta de se usar recursos e características de videogames para fins de educação e treinamento. Até onde eu li, o trabalho é muito interessante porque além da base teórica em vários autores que já li, ele faz uma relação entre a taxonomia de aprendizagem de Bloom e suas aplicações dentro de um videogame real.

Depois de ler vários autores contra ou a favor do uso de jogos e quase todos falarem sobre a necessidade de mais pesquisa esta é uma boa oportunidade ler sobre um exemplo acadêmico que sendo realmente utilizado para dar suporte a implantação de um sistema inovador de treinamento.

Ainda tenho muito que ler, mas está sendo um exemplo inspirador.

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