Como eu ouvi dizer, Paris é uma senhora velha e poderosa. Não escapando do clichê, é uma cidade singular. As ruas do centro tem mais aparência de castelo que Londres, e os amplos espaços oferecem um tipo diferente de majestade. Em alguns momentos chega a ser algo exagerado em suas estátuas de bronze misturadas ao dourado,  ou ao tamanho simplesmente imenso de suas construções, sejam palácios ou museus. Os amplos espaços me fazem pensar de onde saiu a inspiração de Niemeyer e Lúcio Costa e agora vejo algo de francês em algumas concepções arquitetônicas brazilienses.

Se o Musee D´Orsay foi uma deliciosa batalha-maratona de um dia inteiro o Louvre é um gigante simplesmente invencível, não dá para se percorrê-lo em um dia. É um labirinto simplesmente grande demais. Paris foi uma cidade em que ao comentar com a Iana sobre estátuas e pinturas eu relembrei meu gosto e conhecimento sobre arte, relembrando as aulas de história da arte de uma UnB agora tão distante. Mostrar para ela as diferenças entre estátuas antigas, medievais e renascentistas foi uma diversão.E se os turistas de digladiam para ver a Mona Lisa, eu fui simplesmente derrubado pela grandeza de Delacroix. Não tem aula de arte que te prepare para ver o trabalho do sujeito, entre muitos outros.

Outro achado foi o Musee de L´Armee e seus imensos arsenais, com exércitos e armaduras que derrubam qualquer exibição da torre de Londres. Entre armaduras de vários tipos, épocas e culturas, saí mais novo desse museu.  E menor ao ver o imenso túmulo de Napoleão, descrevê-lo como imenso ou gigantesco não é uma definição justa. E se Londres foi uma capital de império é em Paris que está a tumba de um imperador.

Mais por sorte que habilidade consegui ficar novamente bem-localizado, o que significa que posso fazer a maioria dos trajetos interessantes a pé, o que me permite ver um pouquinho da cidade não turística. Os cafés são simpáticos ecreio que até o momento eu tenho tido uma imensa sorte com o famoso, e supostamente, funesto atendimento francês. Em contraste com as avenidas imensas também há simpáticas ruelas de dimensões quase medievais. Café com pequenas mesas e locais onde eu ficaria feliz em passar meus dias escrevendo. Realmente dá para entender porque o Paulo Coelho veio para a França, a cidade realmente é um ninho para autores, dos bons e dos péssimos.

Enfim, mais uma cidade que todo mundo tem de ir ao menos uma vez na vida, ainda que para se ver tudo sejam necessários meses e não apenas dias.

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