Resolvi usar esse tíulo depois um vídeo sobre o tema, recomendo ver o vídeo antes de voltar a ler este texto (eu avisei). No qual o palestrante declara que alta remuneração pode destruir a criatividade. Confesso que tenho um certo receio com esse tipo de palestrante porque muitas vezes uma fantástica apresentação é ótima para te distrair de detalhes do conteúdo,  ainda mais quando o argumento é polêmico como esse. E confesso que estou curioso com a opinião de dois especialistas de RH que conheço. Mas achei interessante o embasamento teórico, o cuidado em usar a parte tradicional e rigorosa da ciência, mais especificamente behaviorista,  para basear sua tese e claro mostrar que ela se aplica à condições específicas.  Acho que  satisfação não é necessariamente uma motivação como alguns confundem. Na verdade, até acho que a idéia de recompensa ainda faz sentido,  mas o estímulo para o ser humano é algo mais que biscoitos, brinquedos ou notinhas verdes e principalmente mais a ideologia que se esconde por trás da lógica recompensa x punição.

Quanto as “outras mais”  o vídeo passou em uma aula sobre teorias de educação, mais especificamente explicando o construtivismo. O qual nos últimos anos ganhou grande impulso devido a necessidade de formar profissionais mais criativos, proativos e flexíveis. Enfim desenvolver aquelas partes da competência que teorias tradicionais de ensino, que eram muito boas para ensinar conhecimento,  habilidades e memorização, não resolviam bem.

A questão hoje, como o próprio Dan Pink comenta, vai mais além, questionando até a forma positivista como entendemos ciência.  “Coincidência” interessante por que minha aula de métodos de pesquisa bateu na mesma tecla abordando a variante pesquisa ativa, que também vai contra o nosso senso comum acerca de ciências ao propor um método em que o pesquisador não se distancia. Ao contrário ele se envolve e vê sua pesquisa como uma forma de influir e dar poder aos “objetos” da pesquisa.

Foram uns dias bem interessantes estes, daqueles que te fazem ver que o mundo é mais rico e variado que pensamos, e que realmene essa idéia dos sei-la-o-quê-pos-modernistas, a necessidades profissionais preparados para lidar com a “risk society” do Beck cai como uma luva nesse vídeo.

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