Long, long time ago comentei como era difícil trabalhar as atitudes do aluno, como parecer se um nível bem profundo de aprendizado, um ponto sobre o qual achava difícil encontrar formas de alcançar. Pois bem, ontem estava lendo um texto sobre aprendizes e descobri que, ao contrário que pensava, não existe apenas o aspecto mental/interno/pessoal do aprendizado mas há algo de social no processo também. O aprendizado não é apenas uma mudança ‘mental’ de quem aprende, mas um processo que está localizado na prática conjunto.

O aprendizado também decorre dessa interação  entre aluno/professor/turma/ambiente. então há um aspecto social do aprendizado que, acho eu, influencia principalmente o aprendizado de atitudes. Ao participar de um grupo, aceitar e ser aceito por um grupo social o indivíduo está exposto aos valores do grupo, ao mesmo tempo que expõe seus valores a esse grupo. Em suma, é uma experiência compartilhada. Nesse contexto o termo “marginal” vai se referir aqueles que não conseguem aprender no sentido de ter essa experiência compartilhada. Não serão capazes de entender o grupo (e no termo grupo podemos incluir até sociedade) e nem serão bem entendidos por esta.

Em termos práticos isso me remete ao trabalho de Vygotsky acerca do aspecto social da aprendizagem e significa que nas técnicas cooperativas, grupais  ou que pelo menos considerem esse aspecto da experiência compartilhada são necessárias por um professor que deseje alcançar a esfera afetiva dos seus aprendizes.

E não, não vou passar a escrever apenas em inglês, mas admito que essa é uma opção interessante já que tenho de praticar tanto quanto possível.

Anúncios