Apesar do senso comum, de vez em quando os governos até acertam. Um exemplo é o Portal do Professor. Bancado pelo MEC o portal é basicamente um grande repositório de arquivos, que variam entre: ilustrações, vídeos, textos e até planos de aula completos e jogos educativos. E o mais interessante é ser um portal colaborativo, professores podem se inscrever e colocar sua produção no portal também, o que é uma forma de divulgar, dar visibilidade ao trabalho dos professores e oferecer um espaço para troca de saberes entre aqueles cujo o trabalho é desenvolver os saberes alheios. Afinal para ensinar aprendizagem colaborativa é preciso saber aprender de forma colaborativa não?

Por um lado o portal facilita o trabalho, por outro alguns criticam essa característica vendo nela uma falta de incentivo para que os professores desenvolvam seus próprios materiais, afirmativa que considero pertinente em parte, até porque há espaço para que os professores interajam com o portal contribuindo com seu próprio material. Comparando, na área de desenvolvimento de sistemas por exemplo, o uso de bibliotecas de código é comum, qualquer programador costuma a vasculhar a web atrás de componentes prontos que possam ser utilizados em seus sistemas, e é um dos motivos que explica a difusão e constante melhoria dos sistemas web. A biblioteca de componentes não reduz o trabalho do desenvolvedor mas o torna mais eficiente.

Enfim, mais um desses casos mal divulgados que devem ser expandidos e espero continuem nos próximos governos.

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