41u-naffmel-_sx404_bo1204203200_Essa eu li no Fullerton (2008) , um relato de Ian Bogost da Persuasive Games comentando como os jogos podem expressar idéias e, claro, também podem ser usados para educação.

Segundo Bogost, jogos são bons para o representar o comportamento de sistemas.A maioria dos jogos que conhecemos são baseados em sistemas do mundo real.  Assim como um computador executa as ordem de um programa, um jogo nada mais é do que uma simulação de regras e procedimentos (codificadas em uma linguagem de programação)  que fazem o computador simular o comportamento de um sistema real. Por exemplo, um jogo como simcity é um modelo da dinâmica urbana que simula o comportamento social, da economia, criminalidade etc. Enquanto um jogo que simula uma partida de futebol é um modelo de um jogo real, onde o jogador fazendo o papel de técnico opera procedimentos estratégicos usados pelos técnicos para preparar jogadas e o programa procede de acordo com o input do jogador aplicado,  com o programa reagindo de acordo com as regras definidas pelo designer ou o programador.

Portanto um jogo é um modelo de um sistema com o qual o jogador deve interagir, pois o programa requer o input de jogador para o sistema funcionar. Quando o jogador “joga” ele tem uma idéia sobre o sistema real que o jogo está simulando, porém para conseguir avançar dentro do jogo ele deve entender o sistema nos moldes propostos pelo designer ao montar seu modelo. E é nessa dissonância de conhecimento entre o projetista e o jogador que reside a oportunidade de sugerir idéias e ensinar. Jogos podem ser usados simplesmente para sugerir ou persuadir para um determinado ponto de vista, vai depender da credibilidade e grau de aproximação entre o jogo e o sistema real em que este está baseado. O jogo Ayiti é um bom exemplo, a idéia do jogo é mostrar como a vida no Haiti pode ser difícil, mas em vez de tratar aprendiz de forma passiva abre espaço para que o jogador aprenda através de sua experiência dentro do jogo.

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