Admito que ri deveras com o vídeo abaixo.

Ele reflete uma situação pela qual todo o designer gráfico passa de vez em quando, assim como vários outros profissionais, como os ilustradores. O Di Vasca tem ótimos exemplos . É divertido pelo exagero e mais ainda pela identificação. Nos comentários do YouTube todos comentavam como ter um briefing insanamente alterado dezenas de vezes não é uma exceção mas praticamente lugar-comum.

Essa é uma realidade que os guias profissionais e os cursos não comentam, mas todo o profissional da área com alguma experiência tem vários casos a comentar. A meu ver, o designer gráfico è mais visto como uma impressora reclamona do que um profissional com uma sólida base de conhecimentos para fazer seu trabalho, o que é bem injusto. Considerá-lo como gente então, nem se fala.  O problema de trabalhar em uma profissão que tem nome de eletrodoméstico é que as pessoas acham que você é um eletrodoméstico.

Já faz um bom tempo que considero aquela visão idílica do designer como artista além de irreal um tanto equivocada. Mas parece que em termos da imagem que temos junto ao público e aos clientes a coisa conseguiu piorar com o passar do tempo. Para deixar claro: não que o vídeo seja ruim ou errado, é uma bela descrição da realidade. Porém demonstra que o senso comum parece ser ainda pior.

Atualização: E o veto da presidente Dilma à regulamentação da profissão de designer mostra que essa imagem não mudou muito desde quando esse artigo foi escrito.

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