Tive uma grata supresa lendo a Veja dessa semana. A primeira foi o pequeno anúncio de que o grupo abril deve usar suas revistas para abordar o tema educação dentro do projeto educar para crescer, que pode ser uma boa forma de sensibilizar e divulgar a dicussão sobre educação entre a classe média.

A outra surpresa foi uma entrevista com Eric Hanushek, doutor em economia do MIT e professor em Stanford. Ele faz um relação empírica entre o avanço na educação e o desenvolvimento da economia. O mais interessante é que ele faz isso com rigor científico, com a proposta de quantificar essa relação entre economia e educação. O que nos leva a alguns puxões de orelha no caso do Brasil, onde aumentamos o acesso à escola porém com uma qualidade sofrível. Segundo Hanushek com o baixo nível apresentado pelos alunos brasileiros hoje, as chances da economia brasileira realmente deslanchar (com altas taxas de crescimento) são mínimas. De fato, já começamos a sofrer com a falta de certos profissionais, desde engenheiros até pedreiros bem capacitados.

Ainda que o autor mostre uma fé um tanto exagerada na mão invisível do mercado para equibilibrar as coisas (na minha opinião), achei interessantes as cobranças à própria área de educação. Como a falta de objetividade dos especialistas em educação, demonstrada na falta de rigor científico para nortear medidas em educação. A ausência de avaliações de desempenho tanto para alunos quanto para professores, pelo menos nesse ponto o Brasil está melhorando com amplos programas de avaliação, não são perfeitos, mas já representam um avanço. Ele propõem inclusive a análise de desempenho e remuneração baseada neste para os professores, o que deve enlouquecer qualquer sindicato.

Outro ponto interessante foi o diagnótico sobre o avanço dos EUA, ainda que este tenha não seja um dos melhores exemplos na área de educação. Hanushek argumenta que o mérito dos EUA está nas ilhas de excelência o no acúmulo de grandes universidades, que permite que o país mantenha um alto grau de pesquisa e inovação. Ainda assim, afirma que este diferencia estão de desvanecendo á medida que outros países sobem o padrão de seu ensino superior. Portanto mesmo os EUA já devem começar a se cuidar nesse aspecto.

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