Alguns autores de psicologia do trabalho e gestão de pessoas (o bom e velho RH) definem Competência como a soma de Conhecimentos + Habilidades + Atitudes. Portanto no caso de ensino o que desejamos do aluno é que ele adquira ou refine uma competência ao final de um curso. Afinal, as pessoas estudam para isso, não?

Por outro lado tenho a impressão que há um nível de dificuldade em cada degrau. O que deve explicar porque sempre vejo a lista de componentes da competência nesta ordem.

Conhecimento é a meu ver o mais fácil, cai bem nas teorias mais tradicionais de ensino e naquela idéia de fluir a informação do professor para o aluno. De fato conhecimento o aluno consegue até sozinho.

Habilidade já é algo mais complicado, e diria até mais comportamental já que vai demandar um papel mais ativo do aluno, geralmente vai ser definida por exercícios.

Atitude, caramba… como esse é pedregoso, talvez porque seja o nível mais profundo, menos racional. Ou quem sabe porque é o ponto onde nos aproximamos mais de mexer com o livre-arbítrio. Onde a educação começe a olhar torto para sua tia louca, facista e malvada, a tal da doutrinação. Também é complicado porque conhecimentos e habilidades podem ser facilmente medidos e avaliados de forma objetiva. Agora como se medir a atitude? Já demanda uma análise mais cuidadosa.

No momento é com essa tal da atitude que estou me batendo. Conhecimentos e habilidades são fatores justamente trabalhosos, mas instigar novas atitudes é um custo.

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