Acompanhando um outro blog vi um post de um sujeito em dúvida entre um mestrado em Tecnologias para Educação e Design Instrucional, pelo texto do sujeito era algo como “qual é a diferença?”. Confesso que achei a dúvida um tanto bizarra mas depois pensando com calma consigo imaginar de onde questões deste tipo surgem.

Uma das coisas interessantes de Educação, e principalmente de Educação a Distância (EAD) é que devido a sua forte ligação com áreas como Tecnologia da Informação (TI), Recursos Humanos (RH) principalmente no contexto corporativo é que a multidisciplinaridade se torna praticamente inevitável. O que provoca, entre outros, dois efeitos:

  • Trabalhar com gente de outras áreas de formação com visões de mundo e de trabalho diferentes da sua é uma ótima oportunidade de aprendizado. Mas nas entrelinhas não se esqueça que é uma ótima oportunidade de conflito também. Portanto vá se preparando para um ótimo, e certas vezes dolorido, aprendizado.
  • Com tantas disciplinas envolvidas o grau de intereseção entre diversas áreas de conhecimento é grande. Se somarmos à especialização e consequente variedade de opções na pós-graduação o resultado pode ser uma salada de nomes parecidos. O que não significa cursos parecidos, apenas com um certo grau de intereseção entre eles, mas geralmente com um viés diferente.

Bem, tentando clarear a cabeça do sujeito, e a minha também o que posso entender é o seguinte:

Primeiro o tal do Design Instrucional, mais que um nome bonitinho deve ser entendido como uma disciplina de projeto. Portanto Design Instrucional tem muito do bom e velho planejamento, talvez mais estruturado do que antes, mas a essência está em planejar, criar algo que seja mensurável e avaliar se o seu curso realmente funcionou.

Agora as Tecnologias para Educação. Creio que aqui estamos pensando nas ferramentas, afinal lembremos que giz e quadro negro também são tecnologias, talvez em algum ponto da idade média também fossem consideradas muito modernas. Imagino como nossos netos no futuro vão achar ingressados nossos textos de então, assombrados com o boom da TI no fim do século XX. Mas de fato, seja um quadro negro ou uma animação em 3d apresentada via teleconferência, o viés de um curso de tecnologias provavelmente está mais no desenvolvimento e estudo das ferramentas aplicáveis à educação que no projeto instrucional em si.

Digamos que o primeiro vai analisar como se planejar e implementar um sistema instrucional (por instrução neste caso entenda como a parte mais básica do processo educacional e o segundo as ferramentas e suas aplicações em si. Resumindo, se encontrar o sujeito que estava em dúvida provavelmente ia perguntar o que ele realmente quer. Porque apesar de área em comum, educação e aplicação de ferramentas, ou tecnologias, para educação, o viés me parece bem diferente.

Estarei errado? Estou aberto a sugestões.

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