Alguns autores de psicologia do trabalho e gestão de pessoas (o bom e velho RH) definem Competência como a soma de Conhecimentos + Habilidades + Atitudes. Portanto no caso de ensino o que desejamos do aluno é que ele adquira ou refine uma competência ao final de um curso. Afinal, as pessoas estudam para isso, não?
Por outro lado tenho a impressão que há um nível de dificuldade em cada degrau. O que deve explicar porque sempre vejo a lista de componentes da competência nesta ordem.
Conhecimento é a meu ver o mais fácil, cai bem nas teorias mais tradicionais de ensino e naquela idéia de fluir a informação do professor para o aluno. De fato conhecimento o aluno consegue até sozinho.
Habilidade já é algo mais complicado, e diria até mais comportamental já que vai demandar um papel mais ativo do aluno, geralmente vai ser definida por exercícios.
Atitude, caramba… como esse é pedregoso, talvez porque seja o nível mais profundo, menos racional. Ou quem sabe porque é o ponto onde nos aproximamos mais de mexer com o livre-arbítrio. Onde a educação começe a olhar torto para sua tia louca, facista e malvada, a tal da doutrinação. Também é complicado porque conhecimentos e habilidades podem ser facilmente medidos e avaliados de forma objetiva. Agora como se medir a atitude? Já demanda uma análise mais cuidadosa.
No momento é com essa tal da atitude que estou me batendo. Conhecimentos e habilidades são fatores justamente trabalhosos, mas instigar novas atitudes é um custo.
Junho 13, 2008 at 9:13 pm
Cara, tem um autor chamado David Mc Clelland que escreveu sobre Conhecimentos, Habilidades e Atitudes.
Na realidade ele compara estes três como se fossem 3 camadas de uma cebola, onde a Atitude estaria no centro, as Habilidades são a zona intermediária e os Conhecimentos são a zona mais externa. Ele ainda diz que as camadas mais externas são mais fáceis de serem desenvolvidas.
Concordo plenamente, para mexer com suas atitudes, vc precisa ter mta coragem e às vezes muita terapia!
Para mexer com a atitude dos outros existem teorias motivacionais: eu digo que a da cenoura e do nabo são ótimas: a cenoura vai na frente e o nabo vai atrás, quando a cenoura não funciona, o nabo resolve o problema.
Abraço!
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Julho 23, 2008 at 8:06 pm
[...] idéias, é o tipo de iniciativa que toca naquelas mudanças mais complicadas que comentei em outro texto. E por isso mesmo envolvem o maior potencial de impacto. [...]